KIK
Jonathan Uliel Saldanha é compositor, artista visual e encenador. O seu trabalho explora temas como a pré-linguagem, a cibernética, o animismo e os ambientes especulativos através da performance sonora e da instalação. Em 2024 apresentou a sua primeira grande exposição individual, SURFACE DISORDER, na Galeria Municipal do Porto, e publicou um livro com o mesmo título, distribuído pela Mousse Publishing. Entre 2020 e 2022, como artista associado do Teatro Municipal do Porto, apresentou obras como Red Mercury, Lithium Faust e Lago Libidinal. O seu trabalho foi apresentado no Museu de Serralves, no Palais de Tokyo e no CCB. Fundador do coletivo SOOPA, Saldanha lidera os projetos musicais HHY & The Macumbas e HHY & The Kampala Unit. A sua música foi apresentada em festivais como o Unsound, o Roskilde, o Rewire e o CTM, com edições em editoras como a Nyege Nyege, a Tzadik e a House of Mythology. É representado pela Galeria Duarte Sequeira.
João Pais Filipe – Percussionista, escultor e investigador nascido em 1980, João Pais Filipe trilhou um percurso singular, combinando diversas metodologias artísticas ao longo da sua prática e investigação sobre ritmos e timbres. O seu trabalho eclético abrange as linguagens contemporâneas da música eletrónica e concreta até às práticas tradicionais provenientes de geografias diversas. As suas peças resultam de uma exploração de tempos irregulares, na qual procura criar uma fluidez natural através de acentuações e das texturas dos objetos sonoros que recolhe e manipula. Entre estes contam-se gongos, pratos e outros instrumentos de percussão em ligas metálicas, que ele próprio esculpe. Ao longo de duas décadas de carreira, gravou e editou música em nome próprio, bem como através de vários projetos coletivos (como os HHY & The Macumbas), e em colaboração com Valentina Magaletti, Burnt Friedman e Ilpo Väisänen (Pan Sonic).
O trabalho de João Pais Filipe levou-o em digressões pela Europa, América Latina, Ásia e África, com atuações em festivais como o Unsound, em Cracóvia, na Polónia, e o Nyege Nyege, em Jinja, no Uganda. Colaborou ainda com o coletivo mexicano de cinema Los Ingravidos, dando um concerto ao vivo para o filme Teocali, posteriormente editado como banda sonora oficial. Outras colaborações incluem o trabalho com o coreógrafo e bailarino Marco da Silva Ferreira nas peças Terra Cobre e Carcaça. Pelas suas qualidades timbrais e estéticas, as suas esculturas sonoras têm sido utilizadas por outros artistas, entre os quais Marshall Allen (Sun Ra Arkestra), Valentina Magaletti e Jim Sclavunos (Nick Cave & the Bad Seeds).
A Horror Vector é uma editora discográfica de investigação para obras onde o ritmo governa o espaço, o eco escreve arquitetura e a voz precede a linguagem. Publicamos música que trata o som como um agente vivo — a mover-se através de corpos, salas, antenas, membranas e delays — no limiar entre o sistema de som, o estúdio off-grid e o laboratório.
Num mundo hiperpopulado e propenso à desorientação, a Horror Vector opera no vale do estranhamento da presença humana. “Horror” nomeia a intensidade do desconhecido que vaza para o sinal; “Vector” nomeia o portador que o transporta. Os nossos lançamentos não ilustram conceitos — instanciam-nos como pressão, ressonância e coreografia.
