Colagem Poética – Um Dilúvio de Palavras
Inspirada na liberdade experimental de Manuel Alvess, esta oficina propõe a criação de uma colagem poética a partir de palavras e imagens encontradas. As palavras surgem como uma inundação de pensamentos, memórias, emoções e imagens. Em vez de construir frases organizadas, os participantes criam uma espécie “dilúvio poético” através da colagem de palavras retiradas de jornais e revistas.
Manuel Alvess utilizava frequentemente fragmentos, sinais, mensagens e elementos do quotidiano para criar novos significados. Esta proposta convida os participantes a explorar essa mesma liberdade criativa.
O objetivo passa por construir uma colagem poética a partir de palavras e imagens encontradas, transformando materiais comuns numa obra artística única e pessoal.
- Caça às palavras | Cada participante procura palavras, expressões ou pequenas frases que lhe chamem a atenção. Estas não precisam de formar um sentido imediato, devendo ser escolhidas de forma intuitiva.
- Escolha de imagens | Selecionam-se entre três e cinco imagens ou fragmentos visuais que despertem curiosidade, emoção ou associação com as palavras recolhidas.
- Construção do poema visual | As palavras são organizadas na folha como se fossem versos. As imagens são colocadas entre elas, criando pausas, ligações, contrastes ou mistérios. A composição final resulta de associações livres e inesperadas entre texto e imagem.
Tal como em muitas propostas de Manuel Alvess, o sentido não reside numa mensagem única e fechada. Surge da relação entre fragmentos, do acaso e da interpretação de cada observador.
“E se as palavras caíssem do céu como chuva? Nesta oficina, vamos recolhê-las, misturá-las e transformá-las numa paisagem poética feita de fragmentos, memórias e imaginação.”
Liliana Bernardo (1988) encontra na ilustração, na música e na natureza os fios condutores do seu percurso artístico. Crescida junto à Serra da Estrela, herdou dessa paisagem um olhar atento, leve e admirado sobre o mundo, que se reflete no seu trabalho criativo. Reside em Viseu desde 2015, onde tem desenvolvido colaborações com diversos projetos culturais, artísticos e institucionais. Ao longo do seu percurso, articula arte, património e território, destacando-se pela criação de ilustrações inspiradas na fauna regional e pela orientação de oficinas criativas com foco na natureza.