Expanded instrumental ecologies | Ecologias instrumentais expandidas

Expanded instrumental ecologies | Ecologias instrumentais expandidas

O workshop é inspirado no trabalho do artista Manuel Alves e utiliza conceitos como assemblagens aplicados em cenários de performance improvisada. Iremos recorrer ao próprio espaço do workshop como método organizacional e usar técnicas como a escrita gráfica (baseada no trabalho de Alves) e a condução para desenvolver a acção performativa. O workshop parte da noção de instrumento como elemento central, mas não necessariamente apenas na sua forma musical. Questionamos quando começa e termina um instrumento, de que forma se interliga com outros instrumentos ou com o ambiente, e que expectativas um determinado objecto pode estabelecer à partida num cenário performativo.

Os participantes são convidados a trazer um objecto que considerem um instrumento, e utilizaremos o espaço do workshop no Parque como forma de expandir e desenvolver a interconexão.

Com apoio do SARC: Centre for Interdisciplinary Research in Sound and Music

 

Sessões
1
Duração
3 horas
Público-Alvo
Praticantes de qualquer forma artística com interesse na improvisação (16+)
Nº de Participantes
10

Pedro Rebelo é compositor, improvisador, artista sonoro e investigador cujo trabalho abrange composição, som imersivo, escuta aumentada e arte de intervenção social, com projectos participativos financiados pelo AHRC em Belfast, Portugal, Brasil e Moçambique, resultando em exposições por toda a Europa, Brasil e África. A sua música foi apresentada no Melbourne Recital Hall, no National Concert Hall de Dublin, no Queen Elizabeth Hall, na Ars Electronica e em festivais como Wien Modern, Huddersfield, Warsaw Autumn, Cynetart e Música Viva. Colaborou com músicos como Chris Brown, Carlos Zingaro, Evan Parker e Pauline Oliveros. A sua ópera Blown Off Course estreou em Lisboa em 2023. Rebelo ocupou cargos de professor visitante na Universidade de Stanford, na UFRJ e na Universidade Nova. Na Queen’s University Belfast, desempenhou funções de liderança sénior e tornou-se Professor de Artes Sónicas em 2012. Desde 2021, dirige o SARC, liderando o seu relançamento no 20.º aniversário, tendo atraído investimento significativo em infraestruturas.

Michael Speers (1992) é baterista, artista sonoro e investigador natural do Condado de Down, Irlanda. Actualmente é doutorando no SARC: Centro de Investigação Interdisciplinar em Som e Música, em Belfast. A sua prática incorpora percussão, feedback, síntese digital e som ambiental na criação de performances improvisadas, instalações sonoras site-specific e composições electroacústicas. Tem actuado internacionalmente em espaços como: Café OTO, LOM, Les Instants Chavirés, Les Ateliers Claus, Morphine Raum, SARC Sonic Lab, National Concert Hall (Dublin) e no Festival Sonic Acts. Gravações publicadas pela Anòmia, C.A.N.V.A.S., Party Perfect!, Wasted Capital Since 2013, Takuroku, Krim Kram e Feedback Moves.

Simon Waters é compositor, improvisador, intérprete e construtor de instrumentos que ganhou destaque nos anos 1980 como compositor de música electroacústica, colaborando com várias companhias de dança contemporânea de referência. Waters integrou a equipa do SARC em 2012, assumindo de imediato o cargo de Director do Festival Sonorities. Enquanto programador, trabalhou com a Fylkingen (Estocolmo) e o Ultima Festival (Oslo), e foi responsável pela programação da série Sonic Arts em Norwich durante mais de 15 anos, produzindo mais de 100 concertos. Desde 2016, é também Investigador Associado do Orpheus Institute de Ghent. Tem sido uma figura central na gradual transformação e crescimento da música eletroacústica no âmbito das «Artes Sónicas», influenciando consideravelmente a expansão desta área no ensino superior no Reino Unido. A sua investigação atual explora as continuidades entre o tato e a audição, e debruça-se sobre o espaço entendido como algo que é informado pela presença humana e que a informa, em vez de o conceber como um simples «parâmetro» neutro. O seu trabalho de base prática é contrabalançado por um interesse no entrelaçamento histórico da música com as tecnologias. Tem improvisado, de uma forma ou de outra, ao longo de praticamente toda a sua vida.